23 de out de 2010

Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos.
Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu patio, do meu quarto, das minhas bonecas.Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fadas.Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor, era inverno.Não era amor, era medo. Não era amor, era melhor...

2 comentários:

  1. eu ADOOORO seus textos *-* . AOPSOPAS . tú escreve muuuito bem guria ! Parabéns pelo blog

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Quer que os outros compreendam o que jamais entenderei.[ C.L ]