9 de out de 2010

Eu sou a que no mundo anda perdida
Eu sou a que na vida, não tem norte,
Sou a irmã do sonho, e desta sorte
Sou a crucificada, a dolorida
Sombra de névoa tênue e esvaecida
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!
Sou aquela que passa e ninguém
Sou a quem chamam triste sem o ser
Sou a que chora sem saber por que
Sou talvez a visão que alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Um comentário:

Quer que os outros compreendam o que jamais entenderei.[ C.L ]